| Super 8

 Ele era só um garoto. Tinha 22, um quarto na casa dos pais, uma lista de filmes favoritos, alguns carimbos no passaporte e meia dúzia de histórias de amor pra contar. Tinha acabado de se formar em algo que não gostava, mas pelo menos tinha virado "alguém na vida". Depois de pendurar o diploma na parede da sala, ele estava livre pra fazer o que realmente o deixava feliz (mesmo que não soubesse no que tudo isso fosse dá). 

 Ele gostava de contar histórias. Virava noites escrevendo rascunhos, imaginando cenas, pensando quais músicas serviriam de trilha sonora... Ele gostava dessa coisa de produzir. De por pra fora as inquietudes de seu mundo interior e descobrir que mais pessoas também sentiam e passavam pelas mesmas coisas. 

 Ele inspirava. A sua família, os seus amigos, os conhecidos, e até (e principalmente!) aqueles que ele nunca tinha visto na vida (mas que já o consideravam melhor amigo). Ele tinha o dom de enxergar a vida por um outro ângulo. E de conseguir traduzir isso pro mundo. 

 Ele tinha o super poder de fazer as pessoas se sentirem mais leves e crentes na vida, e ao mesmo tempo mais fortes e corajosas, toda vez que suas invenções viravam verdades na tela. Ele podia mudar o dia ou a vida de alguém apenas transformando toda a harmonia e caos que havia dentro de si, em arte. 

 Eu, que sempre assisti tudo de fora e nunca falei que é exatamente esse o efeito que causa em mim, percebi desde o início que: mesmo sem um uniforme ridículo, mesmo sem saber voar, e mesmo sem ter teias saltando de seus punhos, o garoto que sempre foi fascinado por super-herois, agora, era um deles.




Espero que tenha gostado do texto! :) Me conta aqui nos comentários! Ah, pra ler todos os outros que eu já postei aqui no blog é só clicar aqui
Um beijo e até o próximo post!
Tchaaau!


0 comentários:

Postar um comentário

Oi! Me conta o que achou do post! Vou adorar ler sua opinião! :)